Era da Computação cognitiva

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set 022016
 
hitler

hitlerEstamos na era da computação cognitiva. Um exemplo disso é a criação automática de um Trailer para o filme chamado Morgan, que é um filme de suspense sobre o desenvolvimento de um sistema de inteligência artificial.

O trailer foi produzido automaticamente usando o sistema cognitivo da IBM chamado de Watson.

Eu pude conhecer mais de perto e até mesmo brincar um pouco com o Watson quando participei do Hackathon da IBM. Só para contextualizar, um Hackathon é uma maratona Hacker em que você passa um fim de semana sem dormir, rsrs, programando algo novo.

Estamos cada vez mais imersos nesse ambiente de computação cognitiva. Cada postagem em redes sociais, filmagens em bancos e aeroportos mapeiam nossos sentimentos e buscam fazer analise de nossas reações. Esse trailer é um exemplo disso. O Watson foi capaz de reconhecer, de acordo com as emoções passadas pelos atores quais seriam os picos de maior intensidade emocional durante o filme. Com isso ele fez um recorte das principais senas e montou o trailer final do filme.

Uma aplicação importante dessa tecnologia é o monitoramento de possíveis atentados terroristas em centros metropolitanos. Câmeras de monitoramento fazem a analise em tempo real das pessoas e um sistema cognitivo como o Watson avalia se alguém está agindo de forma anormal, gerando um alerta para aquela pessoa e fazendo com que um departamento responsável possa tomar alguma atitude.

Uma outra aplicação de computação cognitiva, é a analise de sentimentos em postagem de rede social com base em geolocalização. Um projeto que estou trabalhando atualmente, e que já deverá ser lançado nas próximas semanas, envolve o mapeamento de sentimentos de postagens de redes sociais com base na geolocalização de onde o postagem foi realizado, com isso é possível mapear os sentimentos das pessoas para um determinado produto, serviço ou pessoas a partir de uma referência geográfica.

Estamos na era do Big Brother de George Orwell. Essa era não ocorreu em 1984, mas até 2024 isso já deverá ser mais do que realidade. Iremos ter a combinação de Internet da Coisas, Big Data e Computação Cognitiva monitorando cada passo de nossas vidas, para o bem ou para o mal.

 

Abaixo está o trailer do filme:

 

 

 

Percepção Visual e a nossa visão de mundo.

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jun 142016
 

image

Olhe para a imagem do trem em movimento, você tem a impressão de que ele se move em uma direção. Agora pense, o trem está movendo na outra direção. Perceba que ele muda a direção. Continue a brincadeira, mude a direção do trem o quanto você quiser.
Mas lembre se, não é o trem que muda, mas a sua percepção do mundo é que é inconstante. Nosso olhar sobre as coisas depende muito daquilo que queremos ver. Devemos tomar muito cuidado com essa nossa capacidade, pois podemos ver as coisas seguindo apenas o nossos desejos e valores. Só a ciência e auto análise nos permite tentar contornar isso para podemos enxergar o mundo como ele realmente é. Ao esbravejar as fraquezas alheias podemos apenas estar projetando no próximo as nossas próprias fraquezas. Queremos moldar o mundo de acordo com a nossa percepção, mas as coisas apenas são. É você quem não consegue ver isso pois só é capaz de perceber o que lhe convém.

Instalando o Hadoop no Linux (Nó Único - Single Node)

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jun 102016
 

Para quem não conhece, o hadoop é um framework, ou seja, um conjunto de ferramentas para o tratamento de grande volume de dados, focado no processamento distribuído e paralelo.

O foco aqui será a instalação do hadoop em uma única máquina (nó único) para começar a se familiarizar com esse framework.


Criei um script que faz todo esse processo de forma automática. Baixe o script aqui: hadoopInstaller.tar.gz

O vídeo abaixo mostra o processo de instalação:

Todos os comandos do vídeo estão listados abaixo:

user@ubuntu:~$ tar xzf hadoopInstaller.tar.gz
user@ubuntu:~$ cd hadoopInstaller
user@ubuntu:~$ chmod +x hadoopInstaller.sh
user@ubuntu:~$ ./hadoopInstaller.sh

 

Pode acontecer  do NameNode não começar e ao digitar http://localhost:50070 dar falha de carregamento, nesse caso tente formatar o hdfs novamente.

user@ubuntu:~$ su - hduser
hduser@ubuntu:~$ /usr/local/hadoop/sbin/stop-all.sh
hduser@ubuntu:~$ hadoop namenode –format
hduser@ubuntu:~$ /usr/local/hadoop/sbin/start-all.sh

 

Notei que as vezes é preciso fazer essa formatação mais de uma vez para que o namenode  inicie.

Se tudo der certo você verá a página do hadoop em http://localhost:50070

Digite o comando jps para ver quais os nodes do hadoop estão rodando

user@ubuntu:~$ jps
9904 SecondaryNameNode
10048 ResourceManager
10164 NodeManager
9590 NameNode
10504 Jps
9704 DataNode

hadoopBrowser


Abaixo estão as informações usadas para gerar o hadoopInstaller.sh

Cada passo usado no script é descrito detalhadamente nas próximas seções.

Realizando a pré-configuração

O primeiro passo será o de instalar o Java, eu estou usando o Java-8. No caso do Ubuntu, recomendo a instalação via ppa.

sudo add-apt-repository ppa:webupd8team/java 
sudo apt-get update 
sudo apt-get install oracle-java8-installer

 

Verificando a versão do java.

user@ubuntu:~$ java -version

 

Aqui é interessante criar um usuário dedicado para o hadoop, isso vai criar um ambiente isolado para a instalação (Isso é interessante também para evitar problemas na sua conta de usuário, devido a falhas de configurações, garantindo integridade da sua conta).

 

user@ubuntu:~$ sudo addgroup hadoop_group
user@ubuntu:~$ sudo adduser --ingroup hadoop_group hduser1

 

Aqui criamos o usuário hduser1 e o grupo hadoop_group, vamos dar permissões de super usuário para o hduser1

user@ubuntu:~$ sudo adduser hduser1 sudo

 

No próximo passo precisamos do serviço de ssh configurado na máquina.

Caso você não tenha o ssh instalado, faça:

 

user@ubuntu:~$ sudo apt-get install ssh

Com o ssh instalado vamos entrar na conta do usuário hduser e gerar a chave de acesso de ssh:

user@ubuntu:~$ su – hduser1
hduser1@ubuntu:~$ ssh-keygen -t rsa -P ""

Nesse caso o comando -P "" uma chave de RSA com senha vazia.

Agora é preciso ativar o acesso ao SSH para a máquina local. Isso é feito criando uma nova chave com o seguinte comando:

 

hduser1@ubuntu:~$   cat $HOME/.ssh/id_rsa.pub >> $HOME/.ssh/authorized_keys

 

Se tudo estiver correto, você será capaz de acessar o ssh via localhost:

 

hduser1@ubuntu:~$ ssh localhost

 

Vamos adicionar o java as variáveis de ambiente do usuário. nesse caso é preciso editar o arquivo .bashrc que fica na home do usuário.

hduser1@ubuntu:~$ vim ~/.bashrc

Adicione as seguintes linhas ao final do arquivo

export JAVA_HOME='/usr/lib/jvm/java-8-oracle'
export PATH=$JAVA_HOME/bin:$PATH

 

 

Instalando o Hadoop

Eu testei essa instalação com o Hadoop 2.7.1, usando a distribuição binária do mesmo.

Agora é preciso ter acesso de super usuário, o famoso su ( CUIDADO se beber não seja SU).

Para quem não criou ainda a senha de super usuário do linux, faça o seguinte:

hduser1@ubuntu:~$ sudo passwd

O sistema irá pedir a nova senha do UNIX. Basta seguir o indicado no terminal e pronto, seja root feliz.

Vamos acessar o terminal como root e baixar a versão do hadoop desejada na pasta /usr/local :

hduser1@ubuntu:~$ su
root@@ubuntu:/home/hduser1/# cd /usr/local
root@@ubuntu:/usr/local# wget http://mirror.nbtelecom.com.br/apache/hadoop/common/hadoop-2.6.4/hadoop-2.6.4.tar.gz
root@@ubuntu:/usr/local# tar xzf hadoop-2.6.4.tar.gz
root@@ubuntu:/usr/local# mkdir hadoop
root@@ubuntu:/usr/local# mv hadoop-2.6.4/* hadoop
root@@ubuntu:/usr/local# rm -r hadoop-2.6.4 hadoop-2.6.4.tar.gz
root@@ubuntu:/usr/local# exit

Nas operações acima foi baixado o hadoop, descompactado o arquivo, em seguida foi criada uma pasta com nome simplificado do hadoop, os dados contidos na pasta hadoop-2.6.4 foram movidos para a pasta hadoop, em seguida foram eliminados os arquivos temporários e finalmente saímos da terminal de super usuário. (A versão mais recente do hadoop que é compatível com o Spark, na data de publicação desse tutorial, é a 2.6)

 

Agora iremos configurar o hadoop na variável de ambiente do sistema, para se conseguir acessar o hadoop de forma global via terminal. Nesse caso, entrando como usuário hduser1. Se você não estiver usando o terminal como esse usuário, digite

user@ubuntu:~$su - hduser1
hduser1@ubuntu:~$

Vamos editar novamente o arquivo .bashrc:

hduser1@ubuntu:~$ vim ~/.bashrc

No final do arquivo adicione os seguintes comandos

# Configurando a variavel de ambiente do Hadoop-related 
export HADOOP_HOME=/usr/local/hadoop

#Algums aliases e funcoes convenientes para rodar os comandos do hadoop
unalias fs &> /dev/null
alias fs="hadoop fs"
unalias hls &> /dev/null
alias hls="fs -ls"


#Se voc tem o compressor LZO ativado no seu cluster Hadoop e
# as saidas do trabalho de compressao com LZOP (nao cobertos aqui):
#Convenientemente inspecione um arquivo comprimido LZOP com o comando
#
# $ lzohead /hdfs/path/to/lzop/compressed/file.lzo
#
# Requer o comando 'lzop' instalado.
#
lzohead () {
    hadoop fs -cat $1 | lzop -dc | head -1000 | less
}

# Adicionando o diretorio Hadoop bin/ ao PATH
export PATH=$PATH:$HADOOP_HOME/bin

 

Note que os comando anteriores serão adicionados a todos os usuários que desejarem usar os comando do hadoop.


Configurando o Hadoop

Agora vamos configurar os arquivos do hadoop. Na versão que foi baixada, os arquivos de configuração se encontram na pasta /usr/local/hadoop/etc/hadoop

 

Vamo editar primeiro o arquivo hadoop-env.sh. Abra esse aquivo e faça a seguinte mudança (próximo a linha 25)
De:

export JAVA_HOME=${JAVA_HOME}

Para:

export JAVA_HOME='/usr/lib/jvm/java-8-oracle'

OBS: Fiz esse configuração mais "hard-code" pois eu encontrei um erro ao tentar executar o hadoop via ssh, no qual o script de inicialização do hadoop não encontrava o java.

 

Vamos criar um diretório para colocar a aplicação hadoop para rodar.

hduser1@ubuntu:~$ sudo mkdir -p /app/hadoop/tmp
hduser1@ubuntu:~$ sudo chown hduser1:hadoop_group /app/hadoop/tmp
hduser1@ubuntu:~$ sudo chmod 750 /app/hadoop/tmp

 

Agora vamos adicionar a configuração necessária no arquivo core-site.xml que está na pasta /usr/local/hadoop/etc/hadoop .

Abra o arquivo e entre as tags <configuration></configuration>, adicione os seguintes comandos:


<property>
    <name>hadoop.tmp.dir</name>
    <value>/app/hadoop/tmp</value>
    <description>A base for other temporary directories.</description>
</property>

<property>
    <name>fs.default.name</name>
    <value>hdfs://localhost:54310</value>
    <description>The name of the default file system.  A URI whose
    scheme and authority determine the FileSystem implementation.  The
    uri's scheme determines the config property (fs.SCHEME.impl) naming
    the FileSystem implementation class.  The uri's authority is used to
    determine the host, port, etc. for a filesystem.</description>
</property>

Faça uma cópia do arquivo mapred-site.xml.template como

hduser1@ubuntu:~$ sudo cp mapred-site.xml.template mapred-site.xml

Abra o arquivo mapred-site.xml e adicione os seguintes comandos entre as tags <configuration></configuration>

<property>
<name>mapred.job.tracker</name>
    <value>localhost:54311</value>
    <description>The host and port that the MapReduce job tracker runs
    at.  If "local", then jobs are run in-process as a single map
    and reduce task.
    </description>
</property>

Finalmente, vamos editar o arquivo hdfs-site.xml que está em /usr/local/hadoop/etc/hadoop. adicione os seguintes comandos entre as tags <configuration></configuration>:

 

<property>
    <name>dfs.replication</name>
    <value>1</value>
    <description>Default block replication.
    The actual number of replications can be specified when the file is created.
    The default is used if replication is not specified in create time.
    </description>
</property>

 

Vamos agora formatar o sistema de arquivos HDFS via NameNode

hduser1@ubuntu:~$
hduser@ubuntu:~$ hadoop namenode –format

Com isso as configurações para rodar os hadoop estão quase terminadas


Inicializando o nó único do cluster

Antes de inicializar o cluster, precisamos dar as permissões corretas ao diretório do hadoop com o seguinte comando:

hduser1@ubuntu:~$ sudo chmod -R 777 /usr/local/hadoop

Agora vamos rodar o comando para inicializar o nosso nó principal

hduser1@ubuntu:~$ /usr/local/hadoop/sbin/start-all.sh

Isso irá inicioalizar o Namenode, Datanode, Jobtracjer e um Tasktracker na máquina.

Se tudo deu certo, você poderá abrir o hadoop no seu navegador digitando: http://localhost:50070/
Ai você verá a seguinte tela:

hadoopBrowser

Para parar o nó único basta digitar o comando

hduser1@ubuntu:~$ /usr/local/hadoop/sbin/stop-all.sh

 

Essa foi uma visão geral sobre a configuração do hadoop em uma única máquina, para saber mais e saber as fontes para a criação desse tutorial veja as referências abaixo.

Até a próxima.

Referências:

http://doctuts.readthedocs.io/en/latest/hadoop.html

http://www.michael-noll.com/tutorials/running-hadoop-on-ubuntu-linux-single-node-cluster/

http://www.tutorialspoint.com/pg/hadoop/hadoop_enviornment_setup.htm

http://stackoverflow.com/questions/20628093/java-home-is-not-set-in-hadoop

http://www.webupd8.org/2012/09/install-oracle-java-8-in-ubuntu-via-ppa.html

Detectadas as ondas Gravitacionais

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fev 112016
 

Mais uma vez a teoria geral da relatividade mostrou o seu poder. Depois de décadas de pesquisa foi possível detectar ondas Gravitacionais. Essas ondas foram originadas pelo processo de fusão de dois buracos negros. Os buracos negros possuíam massa equivalentes a  36 e 29 vezes a massa do sol. E a energia emitida em ondas gravitacionais equivale a aniquilação de três sóis.

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Esse é um dia muito feliz para a comunidade científica. Particularmente para mim que tenho trabalhado com ondas Gravitacionais nos últimos dez ano.
Valeu Einstein.

Introducao ao Conceito de Buracos Negros

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jan 132016
 

Nesse primeiro epsódio da série Espaço-tempo Perturbado irei apresentar de forma bem breve alguns conceitos sobre buracos negros.

Sobre o autor: Eduardo dos Santos Pereira é Doutor em astrofísica e apaixonado pela vida, o Universo e tudo mais, vivendo em busca das perguntas corretas.

 

Quando falo de buracos negros sempre me lembro da minha mãe no final da minha defesa de mestrado, ela me disse, “Se o problema é buraco, enche de terra”. Mas afinal, se é um buraco, vamos tapar e pronto? Certo?

Como é um tema que eu tenho bastante interesse, então resolvi falar forma bem breve alguns conceitos sobre esses fantástico objeto astrofísico.

O conceito de buracos negros já é bem antigo. Em 1798 Laplace acreditava que objetos com a mesma densidade que o sol e raio 250 vezes maior teriam um campo gravitacional tão intenso que nem mesmo a luz poderia escapar.

Já a visão moderna de buracos negros surge em 1916, quando Karl Schwarzschild apresenta soluções para a equação de campo de Einstein em simetria esférica. Lembrando que na Teoria Geral da Relatividade não só o espaço é modificado pela gravidade, mas o tempo de quem se move através do campo gravitacional também pode sofrer alterações.

A coisa toda começa a complicar quando a quantidade de matéria ou energia começa a ficar muito grande em um região bem pequena. Schwarzschild descobriu que se a quantidade de massa dentro de uma pequena região esférica for maior que um determinado limite surge uma singularidade.

Só para ter uma ideia o sol seria um buraco negro se toda a sua massa estivesse concentrada em uma bola com raio de 3km.

Voltando a singularidade. Em termos mais físicos, uma singularidade representa um “rasgo” ou um furo no próprio espaço-tempo. Ali, naquele ponto singular, as próprias leis das física deixam de valer.

Mas nem tudo está perdido, para proteger o Universo dessa ruptura do espaço-tempo forma-se uma região em torno da singularidade chamada horizonte de eventos. Essa região define um ponto de não retorno, ou seja, passou por ela é o fim, só restará fazer parte da singularidade.

Só que ainda está em aberto a questão da existência de algum mecanismo que deixe a singularidade exposta, gerando uma singularidade nua, que é um termo mais comum entre os astrofísicos. E ainda tem outro ponto, se realmente algum tipo de informação poderia escapar do buraco negros, mas isso é assunto para outra momento.

E mais, será que você não ficou pensando em como fazer para colocar toda a massa do sol em uma região tão pequena? Ou ainda, será que existe no universo algum tipo supercompactador de matéria capaz gerador de buracos negros? Será?

Essas e outras questões veremos nas próximas aventuras pelo espaço-tempo perturbado.

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Buraco negro em ação.

 O Universo em um minuto  Comentários desativados em Buraco negro em ação.
jan 112016
 
PosicaoDoObjeto

Pela primeira vez, cientistas observaram no visível um buraco negro devorando uma estrela. Um ponto importante nesse caso é que eles mostraram que não é preciso um super telescópio para poder ver esse fenômeno, ou seja, até um astrônomo amador poderia observar um buraco negro em ação. O objeto estudado se encontra na região da asa da constelação do cisne, no sistema binário V404 Cyg. O que se notou foi a variação da luz de uma estrela que está sendo consumida por um buraco negro, que tem cerca de nove vezes a massa do sol. Ao cair no buraco negro a matéria forma um disco, chamado de disco de acrescência. Além do visível também se observou emissão em raio x. O artigo original pode ser acesso pelo QRCode no final do vídeo.

 

O Universo em um minuto: Buraco Negro Em Acao

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jan 112016
 

Espaço-tempo perturbado inicia a série o Universo em um Minuto, são vídeos e áudios contando um pouco sobre astrofísica e cosmologia em um minuto.

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maio 142015
 

Ao que tudo indica, as ações da POMO3 não conseguiram vencer a resistência na casa do R$ 2,55. Hoje (10:16) as ações já estão em valendo R$ 2,35. É bem provável que essa ação fique andando de lado nos pŕoximos dias.

De forma fundamentalista, a empresa tem apresentado quedas constantes no seu lucro, embora ainda tenha lucro, acompanhado de aumento do endividamento. Além do mais a não sabemos ainda se chegamos realmente ao fundo do poço econômico.

maio 072015
 

Resistencia_POMO3_07_05_2015No poste anterior eu fiz uma breve analise técnica do valor das ações da POMO3 (Aqui). No dia 5 de maio de 2015 saíram os resultados do primeiro trimestre do ano. Os detalhes podem ser vistos em: http://ri.marcopolo.com.br/ptb/2640/Release%201T15.pdf.

De forma geral é possível notar que apesar da crise, os resultados foram estáveis quando comparados ao mesmo período do ano passado, ou seja, o lucro se manteve praticamente o mesmo com, queda de 0,44%, o patrimônio cresceu da ordem de 4%. A reação do mercado a essa notícia poderá será a seguinte. Se os valores da POMO3 superarem a resistência de R$2,50 no próximos dias (AS 16:25 de hoje estava cotada a R$ 2,47), o mercado terá dado um sinal positivo, sendo que o valor da mesma poderá testar a próxima resistência, na casa de R$ 3,25.

Só nos resta seguir os próximos capítulos dessa novela.

abr 292015
 

Antes de mais nada quero frisar que sou um iniciante e que essa análise para mim é um exercício e uma forma de registrar e compartilhar minhas experiências, não quero aqui indicar a ninguém compra ou venda de ações, apenas estou avaliando possíveis métodos científicos aplicados ao mercado.

A Marcopolo é uma empresa setor de bens industriais, subsetor, material de transporte cujo o segmento de mercado é material rodoviário tem Nível 2 de governança corporativa e as ações ordinárias (POMO3) tem Tag Along de 100 %, o que garante que o comprador das ações dos controladores, faça uma oferta pública aos acionistas minoritários, por 100% do valor pago pelas ações dos controladores.

A empresa irá divulgar os resultados do  primeiro trimestre de 2015 no dia 04 de maio (http://ri.marcopolo.com.br/ptb/2634/c-2634-ptb.html). Se olharmos o histórico de cotações vemos que os valores das ações sofreram uma forte desvalorização, mas será que chegamos ao fim do poço? Vejamos alguns gráficos interessante:

Na parte superior da figura abaixo temos a evolução do preço da ação de novembro de 2014 a abril de 2015 e a parte inferior vê-se a MACD.

A MACD parece ter indicado compra em meados de março de 2015. As linha azul e a linha vermelha que aparece na parte superior indica onde se encontram, respectivamente, o maior e o menor valor da ação nos últimos 50 dias. Note que esse maior valor foi alcançado no dia de ontem. O menor valor dos últimos 50 dias foi no início de abril (R$ 1,87). Isso indica que temos um movimento de valorização ao menos nos últimos 25 dias.

StopLoss_POMO3_29_04_2015

Mas até que ponto isso realmente indica um rompimento do movimento de queda? Para saber se essa valorização faz parte de um movimento típico  ou não seria preciso avaliar o comportamento da ação nos últimos anos e verificar se existe algum padrão de 25 dias e se o mesmo ainda persiste ou não. Em outras palavras, se existe algum ciclo de subida e descida com algum período mais ou menos definido. Para isso eu uso a análise wavelet. O mapa de wavelet permite verificar se em uma série temporal existe algum sinal periódico e por quanto tempo ele durou. A cor azul indica a ausência de sinal, já a cor vermelha indica forte presença de sinal  tons intermediários (amarelo) indicam um sinal fraco ou mascarado.

Abaixo está o mapa de wavelet dos valor típico da POMO3 (média entre o valor máximo, mínimo e de fechamento), filtrado para ressaltar sinais na banda menor que 25 dias (Sinal menos a média móvel de tempo real de 25 dias).

Nesse caso vemos que existia um padrão no intervalo de cerca de 16 a 80 dias com sinal mais forte na casa de 40 a 50 dias (Harmônico de 20 e 25 dias ?). Isso que dizer que durante a queda das ações provavelmente existiram oscilações bem claras centradas em 32 dias. Contudo, o mais importante é que ao olharmos para o período final esse sinal desapareceu. Isso indica um provável rompimento do comportamento que estava ocorrendo até março. Isso pode ser um indicativo de que a tendência de queda pode ter alcançado um provável mínimo histórico.

Wavelet_POMO3_29_04_2015

 

Um outro gráfico interessante é o da Banda de Bollinger. Note que o valor das ações estavam oscilando praticamente abaixo da média móvel, sempre tocando a banda inferior, mas sem forças para superar a média móvel e seguir em direção a banda superior.  A periodicidade desapareceu justamente quando os valores começaram a se mover mais na horizontal e a banda de Bollinger ficou mais estreita. Já no mês de abril vemos os valores se moverem na linha superior da banda de Bollinger e mesma começa  a ficar mais larga. Isso também é um indicador da finalização de queda de preços.

Bollinger_POMO3_29_04_2015

Mas se olharmos as médias moveis de 20 e 200 dias não podemos confirmar ainda a força do movimento de alta. Estaríamos ainda bem no início de uma possível recuperação dos valores das ações.

MME_POMO3_29_04_2015

 

 

Como eu disse no início da postagem, a empresa irá divulgar os resultados do  primeiro trimestre de 2015 no dia 04 de maio. Assim, esse movimento de subida pode ser explicado por um movimento especulativo com base na divulgação dos resultados do período. Aparentemente o mercado está otimista com relação a esses resultados. Se após a divulgação o mercado ficar satisfeito, com indicação de bons pagamentos de dividendos e possível recuperação do mercado interno, teremos realmente a manutenção do movimento de valorização, do contrário possível nova queda. Aqui vale ressaltar que o Preço por Lucro da POMO 3 está em 9,20, o que indica um retorno do valor investido somente daqui a 9 anos se a empresa mantiver o patamar de 2014.  Os lucros da empresa tem crescido de forma consistente, porém o endividamento também, o que pode não ser um bom indicador.

Para quem achar que é um bom momento de comprar essas ações minha recomendação é manter o Stop Loss bem próximo, no valor de R$ 2,10.

Abaixo estão alguns dados fundamentalistas obtidos do http://www.bastter.com/mercado/acao/POMO.aspx:

POMO3 POMO4
LPA (ver histórico) 0,25
VPA 1,86
P/L 9,20 11,25
P/VPA 1,23 1,50
DPA 0,07 0,07
Dividend Yield 3,04% 2,49%
Payout 28,02% 28,02%
Margem Segurança 24% 2%

Ano Patrimônio Receita Líquida Lucro Margem ROE Caixa CX Liq Dívida Dív/PL Dív/LL
2001 212 1.056 40 3,79% 18,87% 122 -247 369 1,74 6,18
2002 340 1.481 53 3,58% 15,59% 391 -61 452 1,33 1,15
2003 381 1.288 81 6,29% 21,26% 383 -30 413 1,08 0,37
2004 427 1.605 85 5,30% 19,91% 261 -126 387 0,91 1,48
2005 464 1.709 82 4,80% 17,67% 402 -51 453 0,98 0,62
2006 535 1.750 120 6,86% 22,43% 440 -65 505 0,94 0,54
2007 590 2.101 146 6,95% 24,75% 495 -395 890 1,51 2,71
2008 685 2.522 122 4,84% 17,81% 416 -763 1.179 1,72 6,25
2009 738 2.023 124 6,13% 16,80% 498 -755 1.253 1,70 6,09
2010 963 2.964 295 9,95% 30,63% 672 -690 1.362 1,41 2,34
2011 1.171 3.368 344 10,21% 29,38% 904 -582 1.486 1,27 1,69
2012 1.312 3.370 302 8,96% 23,02% 529 -812 1.341 1,02 2,69
2013 1.534 3.659 292 7,98% 19,04% 769 -1.067 1.836 1,20 3,65
2014 1.671 3.400 224 6,59% 13,41% 885 -1.228 2.113 1,26 5,48
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